quarta-feira, 26 de abril de 2017

A vida em espiral...


Era para ter sido uma ida normal ao cinema, um programa a dois em um domingo ensolarado de abril. E como foi além...

Não li o livro (hoje sei que, certamente, não teria concluído a leitura) e, por isso, fui sem saber a fundo a temática a ser abordada. O que posso dizer é que, há tempos, um filme não me comovia tanto como "A Cabana".

Por mais que eu tenha tentado segurar as lágrimas, não deu muito certo; elas caíram com excessiva naturalidade, genuinamente tocadas pelo conflito interior vivido pelo protagonista. E é esse conflito interno que, por vezes, paralisa-nos tanto.

O que a sétima arte me fez enxergar foi que é imprescindível fecharmos os ciclos da vida (e aqui falo do modo mais abrangente possível) se quisermos seguir em frente. Nesse sentido, "Sentir - Enfrentar - Superar" parece uma boa tríade.

Eu sei, dói, muitas vezes machuca além da nossa capacidade de suportar; contudo, é humanamente impossível viver em paz se, a todo momento (e cada vez com mais pesar), voltamos a esses acontecimentos pretéritos, em um ciclo sem fim. 

Vão por mim: alimentar mágoas não resolve; fazer de conta que elas não existem, tampouco. Bom mesmo é quando a gente consegue se depreender daquilo que tanto nos afligiu. Vale, ao menos, tentar...

Nenhum comentário:

Postar um comentário