domingo, 23 de agosto de 2015

Padre Zezinho...

     Nos dias atuais, tornou-se comum encontrarmos padres, pastores e missionários que evangelizam por meio da música. Na época de minha adolescência, não era bem assim. E hoje, lembrei-me de um sacerdote que, mesmo sem saber, ajudou-me a passar pelos momentos mais difíceis de minha vida...

     Com a palavra sempre firme - tanto nas pregações como em suas canções, ele não me deixou parar de crer na infinitude da bondade e misericórdia divina.

     Não foram raras as vezes em que, escondida em um cantinho da casa, eu ouvi o cd "Quando a tristeza chegar”, confiando que absorver aquelas palavras não me permitiria tratar o mundo com amargura.

      E essa postagem é apenas para agradecer...


      Obrigada, Padre Zezinho!

domingo, 9 de agosto de 2015

Relembranças...

Há dezesseis anos, o Dia dos Pais tem um significado diferente pra mim.
No início, eu fazia de conta que não sentia, fingia que era uma data normal e tentava vivê-la despretensiosamente. Com o tempo, todo aquele sentimento sufocado transformou-se em isolamento. E hoje, espero, com angústia, que esses oitenta e seis mil e quatrocentos segundos passem velozmente.
Perder um pai tão carinhoso, generoso e responsável deixou-me não somente órfã. Há dezesseis anos, vivo com metade das minhas forças, metade da minha alegria e metade dos meus sonhos...

                        (DIAS, Milton. Relembranças. Fortaleza: Ed. UFC, 1985.)


quarta-feira, 29 de julho de 2015

Eu e elas...


Nas férias escolares, elas são minhas, na acepção mais terna que o possessivo consiga traduzir.

A gente conversa, reza, brinca, estuda, passeia, faz as refeições juntas (que delícia ouvir um "passa a margarina, por favor"), tudo com tanta sintonia que é fácil entender por que, nos demais períodos do ano, nossas distâncias são, tão somente, físicas.

Acordar com um sorrisão de bom dia da minha Maricota e receber pessoalmente a benção de minha mãe alimentaram a alma...




... E chegar em casa hoje sem ter uma pessoinha escondida esperando a titia passar para dar um susto e um abraço bem apertado vai ser mole não...

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Reverência ao esporte...

Minha paixão pelo esporte começou quando ainda era bem criança. Estendíamos um barbante de um lado a outro da rua e a nossa rede de vôlei estava pronta para brincarmos (nada disso; para nós, era um treino para a final dos Jogos Olímpicos).
Após ingressar no Colégio Militar, aquela paixão transformou-se em amor... Passei a fazer parte das equipes de vôlei, basquete e atletismo do CMF e clubes de Fortaleza, e o esporte ensinou àquela menina introvertida a se comunicar e interagir com o mundo; mais que isso, educou-a sobre o significado da palavra "coletivo" e acerca da importância de se aprender a vencer/perder e de se perceber que há um liame indissociável entre treino e conquista.
Na maioria das vezes em que chorei de tanta alegria, o esporte foi o protagonista.



E como eu sinto falta desse espírito esportivo... 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Infinitos tons...

Quando eu era bem pequena, meu pai contou-me a seguinte história:

"Havia um casal que morava no interior e, com muito esforço, enviou o único filho para estudar na capital. Certo dia, os pais receberam uma carta do rapaz com os dizeres

                    'Preciso de mais dinheiro. O que estão mandando é pouco'.
 
O pai, com semblante raivoso, leu aquelas palavras e, imediatamente, disse à esposa que não enviaria mais dinheiro, pois o filho havia sido muito grosseiro.

A mulher, por sua vez, pegou a carta e começou a ler em voz alta.

                   'Preciso de mais dinheiro. O que estão mandando é pouco.'.

Leu exatamente as mesmas palavras; porém, com uma entonação diferente (lembro como se fosse hoje a interpretação do meu pai para a voz do pai e da mãe para a mesma frase...). Explicou ao marido que aquelas palavras poderiam ter saído apressadas porque o filho escreveu correndo entre uma aula e outra ou, ainda, no escuro, por falta de energia à noite no alojamento.

O pai, convencido da dificuldade financeira pela qual o filho poderia estava passando, decidiu, juntamente com a esposa, que enviaria mais um pouco de dinheiro a partir daquele mês”.

Foi assim que cresci: achando que o tom com o qual a gente fala com as pessoas faz uma diferença imensa...
E se a gente tem a possibilidade de dizer uma mesma palavra de várias maneiras, por que mesmo, em regra, escolhe a que mais fere?

domingo, 19 de abril de 2015

Cicatrizes...


Algumas são invisíveis, outras expostas.

Umas doem por dentro, outras ferem do lado de fora.

Algumas sufocam, outras libertam.



Mas, de uma forma ou de outra

Todas nos marcam para sempre...

terça-feira, 14 de abril de 2015

Dizer o Direito...

Quem estuda para concurso sabe que há uma longa batalha a se vencer a cada novo dia...
Quase nunca você está presente fisicamente onde gostaria: quase nunca pode dar à família toda a atenção que ela merece; quase nunca pode materializar em horas o tempo com seu amor; quase nunca consegue jogar conversa fora com seus amigos; quase nunca tem um tempo livre só pra você sem que seja pensando em provas.
Quem nunca teve aquele dia de achar que o sonho profissional estava longe demais, a matéria extensa demais ou os obstáculos intransponíveis demais? E só mesmo quem estuda para concurso sabe o valor de uma dedicatória dessas...



Gostaria de escrever linhas e mais linhas agradecendo a disponibilidade do professor Márcio André Lopes Cavalcante e de discorrer sobre a excelência do material disponibilizado, gratuitamente, no site. Mais ainda, queria conseguir expressar em palavras a importância de ter recebido tão afável mensagem exatamente hoje. Entretanto, tudo que consigo falar é “Muito obrigada, 'Dizer o Direito'!”


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O quase...


Eu quase segui a carreira militar

Quase fui madrinha do Gui

Quase assinei contrato para defender um clube de vôlei

Quase morei em Guarapuava

Quase disse a um amigo que, apesar de seu injusto julgamento, sentia falta de sua amizade

E quase tirei uma foto com a Ivete Sangalo

Quase tudo

Quase nada

Quase...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Alice Candéia...





Não a amo só por conta do amor

Nem por sua torcida incondicional

Não é apenas pela mão sempre estendida e a gargalhada solta

Nem pela fé e fortaleza que ela me ensina a ter a cada novo dia

É, também, porque, em seu olhar, eu vejo o reflexo do meu pai.



Obrigada pelo tudo, minha tia...