segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A Fé que transcende...


Sou Católica Apostólica Romana. Fui batizada, fiz Primeira Eucaristia, Crisma e participei de grupo de jovens durante toda a minha adolescência. Posso afirmar que a Igreja foi uma aliada dos meus pais e professores em minha formação humanística e que, nessa caminhada, conheci seres humanos verdadeiramente comprometidos com a proclamação do amor de Deus.
Hoje, um pouco mais crescida, devo confessar que minha presença física na Igreja não tem sido tão efetiva, quase resumindo-se à missa dos domingos. Não deixei de acreditar em Deus, não parei de crer na intercessão da mãezinha do céu, e minha Fé, esta continua sendo meu alicerce; mas, não são raras as vezes em que me pego refletindo sobre o papel atual das instituições religiosas.  
No mundo de hoje, tão focado nas aparências, parece que há uma necessidade forçada de se mostrar santo ao mundo, muitas vezes, utilizando-se do arcabouço institucional das Igrejas. A questão é que, nem sempre, as práticas de vida acompanham o que é proclamado por palavras. Pelo contrário, em nome da religião, tem-se feito muitas cisões e praticado toda sorte de discriminação...
Um dos meus melhores amigos é a pessoa de coração mais sublime que eu conheço, alguém que pratica o bem com uma naturalidade incrível... E, se me perguntassem qual foi a última vez que ele foi à Igreja, eu responderia que há mais de dez anos.
Independentemente da existência ou não de um vínculo com uma instituição religiosa, acredito que, em todos nós, reside o santo e o pecador: acertamos e erramos, construímos e desconstruímos, e necessitamos de receber perdão na mesma proporção em que o precisamos oferecer.
Não tenho por objetivo fazer apologia contra Igrejas (por isso mesmo, iniciei o texto destacando a sua importância em minha vida); porém, se, na nossa Igreja diária, não efetivamos a suposta crença que proclamamos ter, penso que não faz muito sentido...


domingo, 7 de setembro de 2014

Alice's...

Quis Deus que no 7 de Setembro nascessem duas tias Alice's...
Uma é minha madrinha de Crisma. É a fortaleza em forma de pessoa. Mesmo com tantas adversidades, sempre encontra um motivo para fazer os outros sorrirem...
A outra é a "minha tia", como carinhosamente chamo-a. Na verdade, é uma segunda mãe. Não há um só episódio da minha história, desde a mais tenra idade até os dias de hoje, em que sua presença não tenha sido fundamental. Era ela que me ajudava nas lições da escola, que tirava minhas dúvidas das aulas da Catequese e que me levava a tiracolo nas viagens de Carnaval. Muitas vezes, quando, tarde da noite, eu voltava da faculdade, lá estava ela na parada do ônibus esperando-me para a gente ir jantar na feirinha da praça...
Minha tia confia mais na minha opinião que na dos especialistas políticos e financeiros, acredita mais em mim que nos grandes doutores da lei e defende-me antes mesmo de saber se eu tenho ou não razão. Sim, ela tem o poder de me fazer sentir a pessoa mais importante do mundo... Há dias em que me telefona e diz "só liguei para ouvir sua voz, Mariazinha". Aí, abençoa-me e a semana segue mais feliz...
O que eu desejo às tias Alice's é que Deus as cubra de Saúde e Paz e que a mãezinha do Céu interceda sempre pelas senhoras ao Pai...
Minha gratidão por tudo o que representam para mim! É uma honra e alegria tê-las em minha vida, amadas Alice's...