segunda-feira, 24 de junho de 2013

Música nossa de cada dia...

   Normalmente, antes de silenciar para agradecer a Deus pelo dia, escuto uma música, quase como forma de me presentear por ter cumprido (ou, ao menos, por ter tentado cumprir) as metas estabelecidas para as 24 horas que acabaram de findar.

   Não sei explicar, mas esse pequeno "ritual" me traz uma inefável alegria! A verdade é que a música me transcende...

   Para o início da desaceleração de hoje, compartilho com vocês uma canção de Paulinho Moska, poeta que lindamente materializa tantos sentimentos indescritíveis...



   Bom descanso, gente! 

   Paz e Bem...

sábado, 22 de junho de 2013

Sobre a "não amizade"...


Não é amizade se não há respeito às ideias divergentes. “Você pensa ‘x’, eu penso ‘y’, mas os nossos opostos são afluentes que desembocam no rio principal da nossa amizade, que é muito mais valiosa”, refletem os amigos. 

Não é amizade se não resiste à distância ou ao tempo. Nesse ponto, a amizade ganha até do amor romântico, pois, mesmo que se passem cinco ou dez anos do abraço daquele amigo, é certo que ele continua aconchegante quando do reencontro...

Não é amizade se não se consegue rir, rir muito, quase até chorar, por uma piada sem graça do amigo, ou mesmo por aquela situação de vexame completamente fora de contexto.

Não é amizade se há necessidade de contratos formais para garantir as avenças entre amigos. Porque a confiança, essa é a mola mestra da verdadeira amizade...

Não é amizade se há sentimento de posse pela outra pessoa. Se alguém se sente ameaçado pelos outros amigos do amigo, essa relação pode ser qualquer coisa, menos amizade.  

Não é amizade se você precisa se explicar demais. E se você não consegue desculpar/perdoar o outro, principalmente naquele momento em que ele mais o decepcionou, saiba: vocês nunca foram amigos...

terça-feira, 18 de junho de 2013

Recife (ou "O dia em que eu percebi que estava errada...").


É... Eu estava errada!

E não é fácil admitir; não por eu ter problema em assumir erros (faço isso com bem tranquilidade), mas, precisamente, pelo amor que tenho ao esporte (o que até já foi motivo de uma postagem há não muito tempo) .

Quando o Brasil foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016, eu estava na antessala de um consultório de Psicologia. Tinha acompanhado a cerimônia quase toda em casa, mas tive que sair para a consulta. Estava aflita, ansiosa, nervosa... De repente, recebo o SMS da Tati com os seguintes dizeres: “Brasil ganhou!”

Nessa hora, senti tanta felicidade que foi preciso engolir o choro! Vontade de gritar, pular, sair abraçando todo mundo... O meu País iria sediar os Jogos Olímpicos! E aquele foi um dos momentos mais felizes de minha vida...

Aí, começaram as críticas: “Como pode um País tão pobre, onde quase toda a atuação do Estado é precária, importar-se em investir na preparação de Olimpíadas?” era o que eu mais ouvia em debates sobre o assunto. E eu sempre tentando fazer com que as pessoas enxergassem o lado positivo do evento. Pensava com meu botões: na pior das hipóteses, haverá, ao menos, diferenças visíveis na infraestrutura das cidades, publicidade internacional do País e consequente fomento ao turismo (e tudo o que envolve, como comércio etc.), incentivo à prática de esportes por crianças e adolescentes etc.

Mas, quer saber? Depois do que vi ontem em Recife, devo dizer que errei.

Sou de Fortaleza, mas moro em João Pessoa, cidade bem próxima de Recife, e tanto Fortaleza como Recife são sedes da Copa do Mundo. Aí, você pensa, as cidades já estão investindo em infraestrutura, na reforma e conservação das rodovias, no transporte público e questões referentes a mobilidade urbana, na segurança pública, na limpeza urbana, certo? Não, não está certo.

A situação das rodovias em Recife é a pior possível! Não se desvia para não cair em buracos, e sim para cair nos menores buracos possíveis! Engarrafamentos gigantescos a qualquer hora do dia! Em Abreu e Lima e Igarassu, cidades da região metropolitana de Recife, o caos das estradas é o mesmo! Quanto à Arena Recife, alguns colegas que foram ao jogo da Copa das Confederações disseram que não há espaço para um rápido escoamento de pessoas de dentro do estádio para fora nem, tampouco, para as rodovias que dão acesso ao estádio.

Em Fortaleza, nunca se viu uma onda de criminalidade tão grande! A sensação de falta de segurança é perceptível no olhar das pessoas! Andamos amedrontados a toda hora...

Fora isso, há um verdadeiro confisco nas tarifas praticadas pelos hotéis do Rio de Janeiro sempre que há eventos de grande porte na cidade. Lembro-me de que, na Rio+20, muitos Países diminuíram ou até cancelaram o envio de delegações ao RJ por conta dos preços de hospedagem. Onde está a EMBRATUR? Cadê o Governo Federal?

Enfim, tudo o que se podia tirar de bom dessas experiências de Copa/Olimpíadas parece ter sido esquecido. Construções superfaturadas, apartheid no acesso aos estádios, rodovias continuam caóticas, segurança pública ainda insuficiente e muito muito mais decepções...

E tudo isso pela nossa cultura do não cuidado com a “res” pública e pela incessante busca de vantagens indevidas a todo momento. No final das contas, perdemos todos. Nem mesmo o esporte, protagonista maior, sairá vitorioso.


Não há negar: eu estava errada...

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ana Jácomo...


          O primeiro blog que me prendeu os olhos foi o de uma poetisa chamada Ana Jácomo. Eu sou absolutamente encantada por seus escritos, que me tocam a alma da forma mais profunda possível... 

          Em uma certa altura da minha vida, os dois sites que eu visitava, ao acordar, quase mesmo antes de abrir os olhos, eram “Diário Oficial da União” e “Cheiro de flor quando ri”. Mergulhar, logo cedinho, no mundo de "anajacomo.blogspot.com" alimentava de poesia todo o meu dia...

          Infelizmente, o “Cheiro de Flor quando ri” foi desativado. No twitter, a antepenúltima mensagem de @Ana_Jacomo , datada de 24 de novembro de 2011, foi endereçada a mim, o que me dá uma pontinha de alegria por saber que minha admiração pelo seu trabalho foi por ela conhecida. De toda forma, essa ausência demorada de Ana Jácomo faz-me sentir uma verdadeira “órfã virtual”... 

          E hoje, no “Dia dos Namorados”, selecionei uma de suas lindezas para postar aqui no blog, nesse meu cantinho de recordações... 


         Se você ama, diga que ama. Não tem essa de não precisar dizer porque o outro já sabe. Se sabe, maravilha… mas esse é um conhecimento que nunca está concluído. Pede inúmeras e ternas atualizações. Economizar amor é avareza. Coisa de quem funciona na freqüência da escassez. De quem tem medo de gastar sentimento e lhe faltar depois. É terrível viver contando moedinhas de afeto. Há amor suficiente no universo. Pra todo mundo. Não perdemos quando damos: ganhamos junto. Quanto mais a gente faz o amor circular, mas amor a gente tem. Não é lorota. Basta sentir nas interações do dia-a-dia, esse nosso caderno de exercícios. 

          Se você ama, diga que ama. A gente pode sentir que é amado, mas sempre gosta de ouvir e ouvir e ouvir. É música de qualidade. Tão melodiosa, que muitas vezes, mesmo sem conseguir externar, sentimos uma vontade imensa de pedir: diz de novo? Dizer não dói, não arranca pedaço, requer poucas palavras e pode caber no intervalo entre uma inspiração e outra, sem brecha para se encontrar esconderijo na justificativa de falta de tempo. Sim, dizer, em alguns casos, pode exigir entendimentos prévios com o orgulho, com a bobagem do só-digo-se-o-outro-disser, com a coragem de dissolver uma camada e outra dessas defesas que a gente cria ao longo do caminho e quando percebe mais parecem uma muralha. Essas coisas que, no fim das contas, só servem para nos afastar da vida. De nós mesmos. Do amor. 

          Se você ama, diga que ama. Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente e têm um lugar de encontro. Diga a sua gratidão. O seu contentamento. A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe. E se for muito difícil dizer com palavras, diga de outras maneiras que também possam ser ouvidas. Prepare surpresas. Borde delicadezas no tecido às vezes áspero das horas. Reinaugure gestos de companheirismo. Mas não deixe para depois. Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui. Depois é sei lá…”.  (Ana Jácomo)


         Em tempo: meu coração hoje transborda de Felicidade! E é uma dádiva ter junto à sua vida uma vida que te alegra e inspira a todo momento...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Que...


Em meio a tanta correria, tantas urgências infindáveis e decisões inadiáveis, pausa para uma oração...

       "Que eu continue a acreditar no outro mesmo sabendo
que alguns valores esquisitos permeiam o mundo;
Que eu continue otimista, mesmo sabendo
que o futuro que nos espera nem sempre é tão alegre;
Que eu continue com a vontade de viver,
mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos,
uma lição difícil de ser aprendida;
Que eu permaneça com a vontade de ter grandes amigos,
mesmo sabendo que com as voltas do mundo,
eles vão indo embora de nossas vidas;
Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, sentir, entender ou utilizar esta ajuda;

Que eu mantenha meu equilíbrio, mesmo sabendo
que os desafios são inúmeros ao longo do caminho;
Que eu exteriorize a vontade de amar,
entendendo que amar é um sentimento de doação;
Que eu sustente a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo
que muitas coisas que vejo no mundo escurecem meus olhos;
Que eu retroalimente minha garra, mesmo sabendo
que as minhas derrotas e perdas são ingredientes tão fortes
quanto os meus sucessos e alegrias;

Que eu atenda sempre mais à minha intuição,
que sinaliza o que de mais autêntico possuo;
Que eu pratique sempre mais o sentimento de justiça,
mesmo em meio à turbulência dos interesses;
Que nunca perca o meu forte abraço, e o distribua sempre;
Que eu perpetue a beleza e o brilho de ver,
mesmo sabendo que as lágrimas também brotam dos meus olhos;
Que continue manifestando o amor por minha família,
mesmo sabendo que ela muitas vezes
me exige muito para manter sua harmonia;

Que eu acalente a vontade de ser grande, mesmo sabendo
que minha parcela de contribuição no mundo é pequena;
E, acima de tudo... Que eu lembre sempre que todos nós fazemos
parte desta maravilhosa teia chamada Vida,
criada por Alguém bem superior a todos nós!
E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos
de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós"!

(autoria da mensagem atribuída a Chico Xavier.)

sábado, 1 de junho de 2013

A viagem...


Viajar de carro sempre me fascinou! Ver aquele horizonte todo de asfalto esperando para ser desbravado provoca em mim um misto de alegria e liberdade difícil de expressar. Mas, aquela viagem foi ainda mais especial... 

Sua chegada foi pensada em contagem regressiva, talvez em uma tentativa de driblar o tempo e a mente, que, por vezes, achava que não ia aguentar tanta demora. "Quantos dias faltam para o dia 25?" virou quase uma saudação, repetida vezes e vezes durante todos os dias... Até que, "é amanhã!". 

E o dia 25 chegou. Com ele, encantamentos e sorrisos que ficarão guardadinhos na memória e no coração; tudo testemunhado por um lindo arco-íris... 

Retornar foi bem difícil! Afastar-se fisicamente de quem te traz paz e felicidade desconforta a alma. Mas, a verdade é que eu não voltei só. Não se fica mais sozinho após um encontro de vidas como esse ...