segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Contradição...


Será mesmo que “não existe o amor, apenas provas de amor”?
Dias desses, ao ouvir a música dos Titãs, fiquei um bom tempo a refletir sobre o que, de fato, há. Muito espontaneamente, minha predileção veio à tona...
Quando se ama, demonstrar o que se sente é das tarefas mais simples possíveis. Pode ser desde levar um copo com água até o quarto em que o amor está estudando até percorrer 700 quilômetros no “vai em um dia e volta no outro” só pra ver, à sua frente, aquele sorriso que te faz palpitar o coração. Mas, isso é tão natural que não traz consigo o peso intrínseco à palavra “prova”.
Por outro lado, quando não se ama de verdade, parece que a principal preocupação é encontrar algum modo (público, de preferência) de fazer com que se acredite que a “prova de amor” se sobrepõe ao sentimento. Algo como um “olha só como eu te amo: fiz isso por você”. 
Típica insegurança? Acerto de contas? Cobrança implícita? Não sei... Mas, se o ser amado precisa de prova (s) para acreditar que o é, creio que a resposta já está dada.
Apesar de a transitividade do verbo amar exigir um complemento, na vida real, a regra da gramática não faz lei. Ama-se. E basta. 
Proponho, pois, a inversão da ordem na canção. Afinal, não existe prova de amor; existe o amor.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Benevolente...

 3 segundos. 2 e meio, talvez. Esse é o tempo que transcorre entre o recebimento do resultado de uma biópsia e a leitura da conclusão de seu laudo.
 As mãos trêmulas tomam, em um solavanco, aquele papel, guardado em um envelope, embrulhado em um plástico, lacrado por um adesivo...
 Os olhos apressados não leem quais técnicas e procedimentos foram empregados, ou quais reagentes utilizados, ou quantas lâminas analisadas; o que, de fato, interessa, é saber se a palavrinha começa com "m" ou "b". 
 E quando se consegue enxergar, bem no finalzinho, aquele "benigno", não há agradecimento que baste.
 São os 3 ou 2 e meio segundos mais longos que eu conheço...

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

"Homofobia no trabalho: você não tem esse direito"...

É muito gratificante quando você vê o Direito a serviço do direito. Apesar de parecer redundante, muitas vezes, não é bem o que se vivencia no meio jurídico, e, ao se buscar efetivar os direitos e garantias previsto na Constituição da República, tem-se, praticamente, uma "via sacra".    

     Hoje, foi lançada em João Pessoa (PB) uma campanha contra a discriminação no trabalho, fruto de uma parceria do Ministério Público do Trabalho (MPT) e Movimento do Espírito Lilás (MEL). Intitulada de "Homofobia no trabalho: você não tem esse direito", visa a conscientizar os empregadores e cidadãos paraibanos sobre as consequências nefastas dessa prática ruidosa ou silenciosamente executada. 


video

   

     Uma das definições mais interessantes que já ouvi sobre o Direito foi que é a "ciência de entregar a cada um o que é seu", podendo esse "o que é seu" tratar-se de uma coisa ou de bens imateriais, como a honra, a dignidade e até a própria vida. E creio que hoje se tem divisor de águas na busca pela entrega de inúmeros direitos (no trabalho e na sociedade como um todo) que, diuturnamente, são negados à população LGBT.  

     Já devo ter visto o vídeo acima indexado algumas dezenas de vezes, tendo tido o privilégio de participar do Projeto desde que ele ainda era apenas ideia; mas, cada vez a que assisto novamente, é como se fosse a primeira, de tanto que ele me emociona...

     Parabéns ao Dr. Eduardo Varandas (Procurador do Trabalho), a Renan Palmeira (Presidente do MEL), e à agência de publicidade TAGZAG (que transformou um sonho em realidade)!

domingo, 24 de novembro de 2013

Opinare...

Nesse mundo de informações tão rapidamente difundidas, o sonho da vida de muitos tem sido ser "formador de opinião virtual". O TEP (Tribunal Especial da Internet), instituição máxima do Ordenamento Jurídico Internacional, dita regras de comportamento de tal forma que chega a ser um acinte pensar em conceitos como "respeito", "escolha", "liberdade", "direito", "educação", "gentileza" etc etc etc.
Já pararam para ler aqueles comentários de "leitores" que fica no finalzinho de uma matéria? Eu confesso-lhes: minha vida ficou mais leve depois que adotei a postura de finalizar a leitura de uma notícia assim que o autor da postagem a encerra. É tanta maldade, tanto preconceito (por raça / orientação sexual / divergência religiosa / poderio econômico / pseudo intelectualidade) que dá até medo de pensar no nosso futuro...
Que dificuldade é essa que a gente tem de criticar sem desrespeitar, de discordar sem ser cruel? Que direito é esse que supomos ter de impôr ao outro como ele deve se vestir, a quem deve amar, em que Deus acreditar? 
Ao que parece, a "sociedade virtual" tem conseguido ser ainda mais desumana q a real...

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Direito ao avesso...


    Tem horas em que a expectativa de que você sempre tem que agir de uma determinada maneira (pelo seu "padrão de comportamentos") sufoca. É como se você já não mais fosse livre para fazer suas escolhas (e ser responsável por elas) porque alguém, sem pedir a sua autorização, construiu uma imagem sua que traz um rol taxativo do que pode ou não ser feito por você sem que abale tal construção. 

      Mas, quem foi que disse que perfeição se encaixa na definição de humano?

   É fato: se não damos aos nossos familiares, amigos e amores o direito de errar, encurralando-os na ficção dos nossos regramentos, acabamos por afastá-los.

     Não sei até que ponto essa projeção que fazemos no outro é uma extensão do nosso desapontamento com nossas próprias limitações; o que sei é que ninguém deve caminhar tendo o acerto por obrigação...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Maricota...



Aos 19 anos de idade, eu queria ter treze filhos (“dois times de vôlei e um reserva”, brincava eu à época com quem se assustava com a declaração. Rs...)! E não era demagogia. É que sempre tive muita identificação com essas pessoinhas tão verdadeiras e que aprendem tudo (tudo mesmo, de bom e de ruim também, dependendo dos exemplos de vida) de forma tão ingênua e natural que, caso pudesse, cercar-me-ia delas em todos os meus espaços de convivência. 

Contudo, antes mesmo de eu pensar em começar a montar meus times de vôlei (Rs...), a vida me trouxe uma sobrinha, que, emmbora não tenha nascido de mim, carrega um pedaço do meu coração consigo...

E hoje é uma data muito especial: dia de agradecer a Deus a vida dessa criança que, há exatamente 9 aninhos, traz sorrisos e encantamentos ao meu viver! Uma criança linda, inteligente, meiga, alegre e que gosta muito de ajudar os outros! Um doce de ser humano a todos que têm a oportunidade de conviver com esse raio de luz!

Maria Carolina, você é tesourinho mais importante da vida da titia! E eu não saberia dizer o quanto te amo, meu amor, porque é tanto que às vezes nem cabe dentro de mim...

     Que o Papai do Céu a conserve essa criança tão amável e admirável, concedendo-lhe muita Saúde e Paz (como o tempo, você aprenderá que são o que realmente importam), e que a mãezinha do Céu a proteja de todos os perigos!

     A titia estará sempre ao seu lado, meu amor, em todos os momentos de sua vida!

Um beijo beeeeeeeeeeeem grande,

Da sua titia bobona, que não para de chorar desde que começou a escrever...


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Deus te abençoe...

Pode parecer antiquado; pode beirar o ultrapassado; pode cheirar a conservador; porém, não há nada que me alegre mais a vida que ouvir o “Deus te abençoe, te proteja e te faça feliz” de minha mãe e minhas tias.
São palavrinhas “simples”, mas que, pela forma tão forte e pausadamente soletradas, enchem meu espírito de felicidade! E é com essa mesma felicidade que respondo o “A benção, tia Alice” de minha sobrinha.
                 Um dos gestos que mais aprecio é o ato de alguém interceder pelo outro, o que pode ser feito de inúmeras maneiras. Mas, a ação de elevar os pensamentos a Deus e pedir por outra pessoa é, para mim, um dos maiores exemplos de amor.
                     A música que segue fala um pouquinho desse sentir...




                          Que Deus nos abençoe sempre.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

"O lado bom das cores...".

     
     A impressão que tenho é que esse ano de dois mil e treze não tem sido fácil para quem quer que seja. Bastam cinco minutinhos de conversa, seja no meio social, estudantil ou profissional, para que venha à tona uma gama de angústias vivenciadas pelas mais diferentes pessoas.

    Quanto a mim, de fato, tem sido bem difícil administrar tantas barreiras e desafios nesse ciclo. Mas, graças a Deus, o ano está sendo de saúde para toda minha família, o que, por si só, já é motivo de muita gratidão ao Pai celestial. Não bastasse isso, também tenho muito a agradecer ao dois mil e treze por ter me apresentado alguém deveras especial, que em muito veio a somar em minha vida.

     E essa postagem nasceu, justamente, para festejar esse lindo encontro, essa sintonia fina de sentimentos, esse querer bem tão recíproco, esse encanto de sentidos e sorrisos...




     Para ser feliz, pra sorrir pra chorar... Pra sempre!

domingo, 1 de setembro de 2013

"Meninas de Ouro"...

     O mês de setembro começou lindamente... Pela nona vez, nossa seleção feminina de vôlei venceu o Grand Prix! Nossa campanha foi irretocável, sem perder, sequer, um set na fase final! Competência, coragem, foco, raça e muita vibração em quadra ao longo de toda a competição...

    Após o fim do super time de basquete feminino que ganhou o Mundial de seleções de 1994, a equipe de vôlei feminino passou a ser meu xodó! E como meus olhinhos brilham ao assistir a uma partida das nossas Meninas de Ouro...

     Eu poderia, aqui, ressaltar a grande evolução da Dani Lins (e suas fantásticas bolas de segunda!); poderia, também, comentar sobre a consolidação da potência chamada Fê Garay; poderia, mais, falar sobre a Gabizinha, que desde a Superliga vem despontando como um das principais atacantes; poderia, ainda, comentar sobre a sempre espetacular Sheilla. Mas, peço licença para fazer um registro especial...


                                                               (Autoria da imagem desconhecida)

     E é na pessoa de José Roberto Guimarães (o nosso Zé Roberto), técnico da seleção de ouro, que homenageio toda a equipe campeã (atletas, técnicos auxiliares e toda a comissão técnica.).

      A vida de técnico nem sempre é muito justa: quando perde, é o culpado; quando ganha, muitas vezes escanteado. E quem acompanha o vôlei sabe quão difícil é montar equipes de transição sem perder a qualidade técnica da equipe. E Zé Roberto o fez com maestria... 

      Eu diria que, a partir de agora, nosso técnico terá algumas dores de cabeça por tamanha competência, pois a briga pela posição titular em quase todas as posições será acirradíssima! Mas, creio ser esse o tipo de problema que todo técnico deseja ter.
     Aplausos ao nosso técnico campeão...
     

sábado, 31 de agosto de 2013

Fim...


Há gosto pelo doer
Há gosto por passar

Há gosto pelo não ser
Há gosto por desbotar

Há gosto por fenecer
Há gosto pelo murchar

Há gosto por perecer
Há gosto pelo ceifar

Há gosto...
Agosto.
                       (minha autoria)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Carta aos Céus...


     Pai,

     Passei o dia fingindo que esquecia... Mas, não deu mais.

    Hoje faz quinze anos que o Sr. mudou de morada. Não sei materializar em palavras como foram esses cinco mil quatrocentos e setenta e nove dias sem sua presença em meu existir...

    Às vezes, penso que chegarei em casa e encontrarei o Sr. sentado no sofá. Aí, assistimos a uma partida de vôlei (de preferência, uma com “tie break”, né?) e, depois, o Sr. me ajuda com os processos mais complicados...

     Fecho os olhos e imagino aquela gargalhada gostosa do Senhor... Abro-os e sou capaz de ver, bem na minha frente, aquele olhar digno, próprio de um homem de ímpar retidão de caráter...

     Certamente, no Céu o Sr. deve ter um “emprego” de Conciliador-geral (não conheço outro ser humano mais agregador). Se bem o conheço, estudou e trabalhou bastante para galgar tal posição, passando, de cabeça erguida, por todos os obstáculos da caminhada...

       Pai, não há um só dia em que nós - mamãe, Paulo e eu - esqueçamo-nos do Senhor. E a dor é tanta que, às vezes, parece que não vamos suportar. Somente o amor e a misericórdia de  Deus são capazes de nos fazer ainda ver felicidade na vida...
       
      São quinze anos...

  


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Iguais...

     
     
        Sempre que vejo algum líder religioso separando, em discursos inflamados, os "salvos" dos "condenados" - o que tem estado muito em evidência na Câmara dos Deputados (contrassenso número 1) - penso como pode qualquer ser humano, seja ele quem for, sentir-se superior a quem quer que seja (contrassenso número 2). 
A discussão, o debate de opiniões, tudo isso é salutar à sedimentação dos nossos conhecimentos e, em última análise, à prática efetiva da democracia. Mas, daí a usar influência religiosa/político partidária para disseminar o ódio e pregar o desrespeito... Bem, esse não é o Cristianismo que meus pais me ensinaram... 
          E se todos os líderes religiosos concentrassem suas forças em prol de uma única finalidade, a pregação do amor ao próximo? E se todos nós, seres "humanos", entendêssemos que respeitar o próximo não significa pensar e agir como ele, mas apenas RESPEITAR? 
É tão difícil assim entender, por exemplo, que índios e africanos, por influência histórico-cultural, cultuam deuseS diferentes do Deus Trino (em que eu acredito, adianto) e defender que eles têm o direito de assim o fazer? 
Santificar o nome de Deus com palavras sem que estas estejam acompanhadas de ações que busquem defender o bem e a dignidade das pessoas não me parece coerente... 
Precisamos, urgentemente, aprender a ser mais tolerantes uns com os outros. Se cada um de nós construir um "Deus" para defender suas convicções, o mundo será um império do deus Caos. 
Quando a religião, ao invés de religar o homem à divindade, arma-nos para destruirmos uns aos outros, algo está muito fora de ordem...

terça-feira, 27 de agosto de 2013

"Ala Direita"...


   Ao adentrarmos no recinto de aula da centenária Salamanca, uma força inexplicavelmente interessante impelia-nos a tomar assento no lado destro daquele sítio. E foi assim, tomando posse daquele território específico da sala de aula, que nasceu a “Ala Direita” da Faculdade de Direito da UFC.

     Com o passar dos anos, a "Ala Direita" foi crescendo... Passamos a admitir "agregados" (namorados/noivos/esposos de membros naturais. Rsrs...). Depois, chegaram os "mascotes", filhinhos dos alenses... A família só cresce!




      Nossas histórias, certamente, dariam um livro! Estudos; trabalhos em grupo; viagens (de férias, Carnavais - melhor dizendo, fuga dos Carnavais. Rsrs... Congressos - Salvador e suas histórias inesquecíveis! Rsrsrs...); confraternizações (motivos: de Copa do Mundo a "Não aguento mais essa aula. Vamos lanchar?" - passado em papelzinho de mão em mão. E lá íamos nós, de dez a doze pessoas amontoadas em um só carro. Rsrs...); viradas de noite regadas a filmes, jogos de tabuleiro, pizzas e esfirras (Dona Fátima, mãe da Gabs, tinha uma santa paciência em aguentar-nos); festas; casamentos... são tantas memórias incríveis...

     E o mais bacana é saber que os laços de amizade que envolvem os membros dessa "comunidade" são tão fortes que nem mesmo a distância física (hoje, quase todos moram em estados diferentes da Federação) torna-nos distantes da vida uns dos outros (o que em muito foi ajudado pela era digital). 

     Nesse mês de agosto, comemoramos 10 anos de formados. E esse registro é só para materializar o amor e o orgulho que sinto por todos esses meus amigos da "Ala Direita".  

     Aline, Ana Paula, Benício, Célia, Cosma, Dani Félix, Dani Mendes, Gabriella, Giselle, Ieda, Leila, Mateus, Nilson (vulgo Mariano Maria. Rsrs...), Pedro Eça, Rondinelli, Rubens e Sabrina... Vocês têm um cantinho especial no meu coração.

     Que nossa fraterna amizade perdure por muitos e muitos anos...
    

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A dor intangível...


     Sempre que sonho com meu Pai, o dia amanhece pesado... É tão maravilhoso passar mais alguns instantes com ele que acordo implorando para que tenha sido verdade, naquele exercício dolorido de "tentando, vivendo e pedindo com loucura pra você renascer...". 
  
     Quando, por fim, convenço-me de que foi apenas um sonho, aquela saudade abissal volta com mais força ainda... 

     Na busca de alento para o coração, refugiei-me na música. E para você, meu Pai, pessoa que acreditava em mim mais que eu própria, dedico-lhe essa canção:


      Sei de pouca coisa nessa vida, mas de uma tenho certeza: pai e mãe deveriam ser eternos...

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O que se leva da vida...


O sono da última noite foi bem desconfortável. Aflita para resolver uma complicada situação, as dores oscilaram entre a cabeça e o estômago. Sonhos, pesadelos, angústias, tudo fez parte daquelas horas. Mas, após resolver a situação, pensei em escrever aqui algumas palavrinhas...

Quem me conhece sabe quão desapegada eu sou em relação ao dinheiro. Já bem antes do marketing lançado pelo HSBC sobre o valor do dinheiro, ele pra mim sempre foi um meio, jamais um fim, para a persecução dos meus objetivos.

Não serei demagoga a ponto de dizer que se pode, tranquilamente, viver sem dinheiro. Não é isso. É que, pra mim, ele não traz mesmo a Felicidade; apenas torna, materialmente falando, o caminho menos difícil. A questão é que o caminho para a Felicidade não se inicia pela matéria. Sendo assim, o berço dos sonhos não é o dinheiro...

(Bem, antes de o texto se tornar um “Raciocínio Silogístico Aristotélico” (risos...), deixa eu voltar ao assunto principal...)

Ao acordar, uma luz me veio à mente; e, na tentativa de encontrar uma solução para o problema acima referido, liguei para a mãe de uma amiga de infância. Ao perguntar se ela poderia apoiar o Projeto, ouvi, do outro lado da linha, a fala incisiva: “Pra você? Pra você? Pra você eu faria até o impossível”. Nessa hora, meus olhos encheram-se de lágrimas...
                                                          
Não foi só pela certeza de que meus planos dariam certo que fiquei emocionada; mas (e principalmente), por sentir a confiança daquela voz em mim. No mundo de hoje, em que o valor da matéria sobrepuja o do indivíduo, aquela demonstração me reanimou de Esperança... 

E é isso que eu penso que a gente leva da vida... “Ter” é bom, é confortável; mas, “ser” é fundamental, e “sentir” é vital.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sobre o tempo...

     
     Cá estava eu refletindo sobre o tempo... Pensando na hora certa de fazer escolhas e tomar decisões, exercitando a "futurologia", matutando sobre as angústias do tempo desconhecido. Foi quando me lembrei dessa passagem bíblica... 

     "Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus: tempo para nascer, e tempo para morrer; tempo para plantar, e tempo para arrancar o que foi plantado; tempo para matar, e tempo para sarar; tempo para demolir, e tempo para destruir; tempo para chorar, e tempo para rir; tempo para gemer, e tempo para dançar; tempo para atirar pedras, e tempo para juntá-las; tempo para dar abraços, e tempo para apartar-se; tempo para procurar, e tempo para perder; tempo para guardar, e tempo para jogar fora; tempo para rasgar, e tempo para costurar; tempo para calar, e tempo para falar; tempo para amar, e tempo para odiar; tempo para a guerra, e tempo para a paz." (Eclesiastes 3, 1-8)

     Sobre o tempo, trago também comigo uma citação do mestre Genuíno Sales, ser humano pelo qual nutro um imensurável respeito e admiração! Ao entrar em sala para ensinar Gramática e Redação na minha turma do Pré-vestibular, a sua saudação inicial era: "O tempo não perdoa o que se faz sem ele". É bem verdade, meu professor...

     O tempo, com a mesma intensidade que nos faz livre para a tomada de caminhos, é um diligente juiz na hora do "acerto de contas"... E saber reconhecer o "momento do tempo" talvez seja o maior dos nossos desafios.

     


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

"Você foi marcada em uma foto...".


Foi essa a descrição que me chegou por e-mail em uma tarde das minhas férias, aguçando a curiosidade para saber de que imagem se trataria...
E qual não foi minha surpresa ao ver a foto que tinha acabado de ser postada na rede social:



Eu poderia passar horas e horas descrevendo a felicidade que sinto por ter sido aluna do Colégio Militar de Fortaleza... Ainda assim, não seriam suficientes para externar todo o amor e orgulho que tenho por essa instituição.
Excelente corpo docente e de monitores (Sargento Valdízio, obrigada por tudo!), esporte desenvolvido de forma competente e profissional (saudade do Couto, meu sempre técnico!), sedimentação do caráter dos estudantes, trabalhando o respeito, a disciplina, a hierarquia; enfim, a educação do aluno tratada de forma integral.
Quase em todos os dias da semana, eu ficava no CMF desde o turno da manhã até a noite, para que fosse possível conciliar as aulas, horários de estudo e treinos esportivos. Era, de fato, meu segundo lar...
Foi lá a primeira vez que a menina Alice ouviu a expressão “bem comum” e que busquei colocá-la em prática em todos os dias que me seguiriam... Foi lá que aprendi a amar e respeitar minha Pátria (e até a ter raiva da falta de zelo de muitos para com ela)... Foi lá que me encantei absolutamente pelo mundo dos esportes... Lá criei laços de amizades incríveis, que permanecem firmes há mais de vinte anos...
Vivi tantos momentos lindos naquela Casa... “Emoções”, do Roberto, bem os descreveriam: Detalhes de uma vida, são momentos que eu não esqueci...”.
Meu agradecimento eterno a todos os que fizeram parte da minha história de vida no Colégio Militar de Fortaleza...



Em tempo: da esquerda para a direita, sou a 7ª sentada. Risos...

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Ainda sobre meus causos de infância...


Minha mãe fala que, quando eu era bem pequenininha, disse as seguintes palavras: “Tenho tanta raiva do Papai do Céu”!
Ela, com muito espanto pela expressão tão forte vinda de um ser pequenininho, perguntou o porquê, pelo que respondi: “Ele levou todos os meus avós antes de eu nascer”.
De fato, eis uma ausência que me acompanha por toda a vida: não ter conhecido meus avós. Afago de vó é algo sagrado e essa lacuna por nunca ter sentido o cheirinho dos pais dos meus pais e de não saber o gostinho de pronunciar “vovô/vovó” me fez crescer um pouco capenga...
É difícil falar sobre o que não se entende. Por isso, nesse dia da avó, minha homenagem vai para minha mãezinha, a avó mais linda do Universo, alguém cuja participação na vida da Mariazinha foi sempre fundamental, por toda a responsabilidade, dedicação, carinho, amor e zelo pela sua netinha...
De tia para avó: parabéns, minha mãe!

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Quando Sua Santidade esteve em Fortaleza...


- Mãe, conta de novo como foi a queda que eu levei no dia em que a Sra. foi ver o Papa?
Mamãe dá uma risada e, mais uma vez, repete aquela velha história...
Eu tinha menos de três anos (mais precisamente, dois anos, sete meses e vinte e um dias), e fui com minha mãe e meu pai à casa de uma amiga da família, que morava na Avenida José Bastos (uma das mais movimentadas de Fortaleza), local por onde Sua Santidade, o Papa João Paulo II, passaria a caminho do estádio Castelão.
A residência localizava-se a uma altura de, mais ou menos, cinco metros, e a porta de entrada da casa era quase contígua a um penhasco. Resultado: a bebê aqui, que não era muito quietinha, resolveu conferir o que tinha lá embaixo da casa e pááá... Minha mãe conta que meu pai, que foi quem foi me resgatar, só sabia dizer ”ela caiu lá embaixo”.
- Mas, onde a Sra. Estava? Ninguém me segurou? E a Sra. viu o Papa? (hoje as perguntas foram mais pormenorizadas, talvez pela curiosidade aguçada com estada do Papa Francisco no Brasil.)
E os olhinhos brilharam prestando bem atenção nos detalhes de todo o ocorrido... Para resumir, ninguém da casa conseguiu ver o Papa, tamanha a aflição pelo acontecido. Acabei sendo eu a personalidade que mais recebeu atenção naquele dia...
Graças a Deus, nada de grave aconteceu comigo. Uma pequena cicatriz interna no lábio superior foi o que me restou daquele feito. E é ela que fito no espelho, vez por outra, buscando a materialização da minha coragem...


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Tatiane...


     Existem pessoas que, de tão especiais, fazem com que não saibamos entender como era possível viver normalmente antes que elas chegassem em nossas vidas... São seres de luz própria, irradiando-a tão fortemente ao nosso redor que despertam em nós o melhor que podemos ser. O afeto é sincero, a palavra verdadeira e a lealdade sem tamanho...

     E hoje é o seu dia, Tati...

    Você é uma das pessoas que mais admiro na vida! Seu senso de prudência e de responsabilidade é o maior que conheço. Sua beleza e força são de uma verdadeira orquídea, que renasce a cada ciclo mais linda e mais forte! Você é mesmo uma menina flor...

     Agradeço ao Papai do Céu pelo dom da sua vida! Para você, os meus desejos mais profundos de Saúde, Paz, Sucesso, Amor, Fé, Esperança e Felicidade em todos os seus dias...

    Feliz Aniversário, minha amiga!

    Você mora no meu coração! Para sempre...


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Mel...


        Quando eu ouvia as pessoas falarem que ter um cachorro é mais que ter um bichinho de estimação, não conseguia entender... Diziam-me que cãezinhos são fiéis, leais, que partilham a alegria e a dor de seus "donos", e eu não tinha ideia do que isso significava... Contavam-me que cachorro te faz sentir o ser mais especial do planeta, mas eu não tinha a menor noção de como isso era possível. 
         Hj... Bem... Hoje, agradeço a você, Mel, por ter me feito entender e sentir o inexplicável...



       E a vida é tão abundantemente generosa que, recentemente, agraciou-me com a vinda da Melzinha... 
                                              



        Sinto-me duplamente feliz...


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Música nossa de cada dia...

   Normalmente, antes de silenciar para agradecer a Deus pelo dia, escuto uma música, quase como forma de me presentear por ter cumprido (ou, ao menos, por ter tentado cumprir) as metas estabelecidas para as 24 horas que acabaram de findar.

   Não sei explicar, mas esse pequeno "ritual" me traz uma inefável alegria! A verdade é que a música me transcende...

   Para o início da desaceleração de hoje, compartilho com vocês uma canção de Paulinho Moska, poeta que lindamente materializa tantos sentimentos indescritíveis...



   Bom descanso, gente! 

   Paz e Bem...

sábado, 22 de junho de 2013

Sobre a "não amizade"...


Não é amizade se não há respeito às ideias divergentes. “Você pensa ‘x’, eu penso ‘y’, mas os nossos opostos são afluentes que desembocam no rio principal da nossa amizade, que é muito mais valiosa”, refletem os amigos. 

Não é amizade se não resiste à distância ou ao tempo. Nesse ponto, a amizade ganha até do amor romântico, pois, mesmo que se passem cinco ou dez anos do abraço daquele amigo, é certo que ele continua aconchegante quando do reencontro...

Não é amizade se não se consegue rir, rir muito, quase até chorar, por uma piada sem graça do amigo, ou mesmo por aquela situação de vexame completamente fora de contexto.

Não é amizade se há necessidade de contratos formais para garantir as avenças entre amigos. Porque a confiança, essa é a mola mestra da verdadeira amizade...

Não é amizade se há sentimento de posse pela outra pessoa. Se alguém se sente ameaçado pelos outros amigos do amigo, essa relação pode ser qualquer coisa, menos amizade.  

Não é amizade se você precisa se explicar demais. E se você não consegue desculpar/perdoar o outro, principalmente naquele momento em que ele mais o decepcionou, saiba: vocês nunca foram amigos...

terça-feira, 18 de junho de 2013

Recife (ou "O dia em que eu percebi que estava errada...").


É... Eu estava errada!

E não é fácil admitir; não por eu ter problema em assumir erros (faço isso com bem tranquilidade), mas, precisamente, pelo amor que tenho ao esporte (o que até já foi motivo de uma postagem há não muito tempo) .

Quando o Brasil foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016, eu estava na antessala de um consultório de Psicologia. Tinha acompanhado a cerimônia quase toda em casa, mas tive que sair para a consulta. Estava aflita, ansiosa, nervosa... De repente, recebo o SMS da Tati com os seguintes dizeres: “Brasil ganhou!”

Nessa hora, senti tanta felicidade que foi preciso engolir o choro! Vontade de gritar, pular, sair abraçando todo mundo... O meu País iria sediar os Jogos Olímpicos! E aquele foi um dos momentos mais felizes de minha vida...

Aí, começaram as críticas: “Como pode um País tão pobre, onde quase toda a atuação do Estado é precária, importar-se em investir na preparação de Olimpíadas?” era o que eu mais ouvia em debates sobre o assunto. E eu sempre tentando fazer com que as pessoas enxergassem o lado positivo do evento. Pensava com meu botões: na pior das hipóteses, haverá, ao menos, diferenças visíveis na infraestrutura das cidades, publicidade internacional do País e consequente fomento ao turismo (e tudo o que envolve, como comércio etc.), incentivo à prática de esportes por crianças e adolescentes etc.

Mas, quer saber? Depois do que vi ontem em Recife, devo dizer que errei.

Sou de Fortaleza, mas moro em João Pessoa, cidade bem próxima de Recife, e tanto Fortaleza como Recife são sedes da Copa do Mundo. Aí, você pensa, as cidades já estão investindo em infraestrutura, na reforma e conservação das rodovias, no transporte público e questões referentes a mobilidade urbana, na segurança pública, na limpeza urbana, certo? Não, não está certo.

A situação das rodovias em Recife é a pior possível! Não se desvia para não cair em buracos, e sim para cair nos menores buracos possíveis! Engarrafamentos gigantescos a qualquer hora do dia! Em Abreu e Lima e Igarassu, cidades da região metropolitana de Recife, o caos das estradas é o mesmo! Quanto à Arena Recife, alguns colegas que foram ao jogo da Copa das Confederações disseram que não há espaço para um rápido escoamento de pessoas de dentro do estádio para fora nem, tampouco, para as rodovias que dão acesso ao estádio.

Em Fortaleza, nunca se viu uma onda de criminalidade tão grande! A sensação de falta de segurança é perceptível no olhar das pessoas! Andamos amedrontados a toda hora...

Fora isso, há um verdadeiro confisco nas tarifas praticadas pelos hotéis do Rio de Janeiro sempre que há eventos de grande porte na cidade. Lembro-me de que, na Rio+20, muitos Países diminuíram ou até cancelaram o envio de delegações ao RJ por conta dos preços de hospedagem. Onde está a EMBRATUR? Cadê o Governo Federal?

Enfim, tudo o que se podia tirar de bom dessas experiências de Copa/Olimpíadas parece ter sido esquecido. Construções superfaturadas, apartheid no acesso aos estádios, rodovias continuam caóticas, segurança pública ainda insuficiente e muito muito mais decepções...

E tudo isso pela nossa cultura do não cuidado com a “res” pública e pela incessante busca de vantagens indevidas a todo momento. No final das contas, perdemos todos. Nem mesmo o esporte, protagonista maior, sairá vitorioso.


Não há negar: eu estava errada...

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Ana Jácomo...


          O primeiro blog que me prendeu os olhos foi o de uma poetisa chamada Ana Jácomo. Eu sou absolutamente encantada por seus escritos, que me tocam a alma da forma mais profunda possível... 

          Em uma certa altura da minha vida, os dois sites que eu visitava, ao acordar, quase mesmo antes de abrir os olhos, eram “Diário Oficial da União” e “Cheiro de flor quando ri”. Mergulhar, logo cedinho, no mundo de "anajacomo.blogspot.com" alimentava de poesia todo o meu dia...

          Infelizmente, o “Cheiro de Flor quando ri” foi desativado. No twitter, a antepenúltima mensagem de @Ana_Jacomo , datada de 24 de novembro de 2011, foi endereçada a mim, o que me dá uma pontinha de alegria por saber que minha admiração pelo seu trabalho foi por ela conhecida. De toda forma, essa ausência demorada de Ana Jácomo faz-me sentir uma verdadeira “órfã virtual”... 

          E hoje, no “Dia dos Namorados”, selecionei uma de suas lindezas para postar aqui no blog, nesse meu cantinho de recordações... 


         Se você ama, diga que ama. Não tem essa de não precisar dizer porque o outro já sabe. Se sabe, maravilha… mas esse é um conhecimento que nunca está concluído. Pede inúmeras e ternas atualizações. Economizar amor é avareza. Coisa de quem funciona na freqüência da escassez. De quem tem medo de gastar sentimento e lhe faltar depois. É terrível viver contando moedinhas de afeto. Há amor suficiente no universo. Pra todo mundo. Não perdemos quando damos: ganhamos junto. Quanto mais a gente faz o amor circular, mas amor a gente tem. Não é lorota. Basta sentir nas interações do dia-a-dia, esse nosso caderno de exercícios. 

          Se você ama, diga que ama. A gente pode sentir que é amado, mas sempre gosta de ouvir e ouvir e ouvir. É música de qualidade. Tão melodiosa, que muitas vezes, mesmo sem conseguir externar, sentimos uma vontade imensa de pedir: diz de novo? Dizer não dói, não arranca pedaço, requer poucas palavras e pode caber no intervalo entre uma inspiração e outra, sem brecha para se encontrar esconderijo na justificativa de falta de tempo. Sim, dizer, em alguns casos, pode exigir entendimentos prévios com o orgulho, com a bobagem do só-digo-se-o-outro-disser, com a coragem de dissolver uma camada e outra dessas defesas que a gente cria ao longo do caminho e quando percebe mais parecem uma muralha. Essas coisas que, no fim das contas, só servem para nos afastar da vida. De nós mesmos. Do amor. 

          Se você ama, diga que ama. Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente e têm um lugar de encontro. Diga a sua gratidão. O seu contentamento. A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe. E se for muito difícil dizer com palavras, diga de outras maneiras que também possam ser ouvidas. Prepare surpresas. Borde delicadezas no tecido às vezes áspero das horas. Reinaugure gestos de companheirismo. Mas não deixe para depois. Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui. Depois é sei lá…”.  (Ana Jácomo)


         Em tempo: meu coração hoje transborda de Felicidade! E é uma dádiva ter junto à sua vida uma vida que te alegra e inspira a todo momento...

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Que...


Em meio a tanta correria, tantas urgências infindáveis e decisões inadiáveis, pausa para uma oração...

       "Que eu continue a acreditar no outro mesmo sabendo
que alguns valores esquisitos permeiam o mundo;
Que eu continue otimista, mesmo sabendo
que o futuro que nos espera nem sempre é tão alegre;
Que eu continue com a vontade de viver,
mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos,
uma lição difícil de ser aprendida;
Que eu permaneça com a vontade de ter grandes amigos,
mesmo sabendo que com as voltas do mundo,
eles vão indo embora de nossas vidas;
Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes
de ver, sentir, entender ou utilizar esta ajuda;

Que eu mantenha meu equilíbrio, mesmo sabendo
que os desafios são inúmeros ao longo do caminho;
Que eu exteriorize a vontade de amar,
entendendo que amar é um sentimento de doação;
Que eu sustente a luz e o brilho no olhar, mesmo sabendo
que muitas coisas que vejo no mundo escurecem meus olhos;
Que eu retroalimente minha garra, mesmo sabendo
que as minhas derrotas e perdas são ingredientes tão fortes
quanto os meus sucessos e alegrias;

Que eu atenda sempre mais à minha intuição,
que sinaliza o que de mais autêntico possuo;
Que eu pratique sempre mais o sentimento de justiça,
mesmo em meio à turbulência dos interesses;
Que nunca perca o meu forte abraço, e o distribua sempre;
Que eu perpetue a beleza e o brilho de ver,
mesmo sabendo que as lágrimas também brotam dos meus olhos;
Que continue manifestando o amor por minha família,
mesmo sabendo que ela muitas vezes
me exige muito para manter sua harmonia;

Que eu acalente a vontade de ser grande, mesmo sabendo
que minha parcela de contribuição no mundo é pequena;
E, acima de tudo... Que eu lembre sempre que todos nós fazemos
parte desta maravilhosa teia chamada Vida,
criada por Alguém bem superior a todos nós!
E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos
de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós"!

(autoria da mensagem atribuída a Chico Xavier.)